World of The K


01/04/2005


A Vila

Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que, a princípio, eu não queria fazer um blog sobre cinema. Mas sou apaixonado por filmes, se fico mais de 4 dias sem assistir nenhum já começo a sentir a crise de abstinência. E, ao contrário de boa parte dos cinéfilos, não sou desses que despreza o cinema de entretenimento e fica embasbacado com os filmes do Godard, Pasolini, Truffaut e outros cineastas cujas obras herméticas todo mundo finge entender. Nada contra eles, mas gosto mesmo é de filme americano. É possível fazer cinema que divirta e ao mesmo tempo nos leve à reflexão. M. Night Shyamalan sabe disso.

O parágrafo a seguir não deve ser lido por quem ainda não assistiu o filme e pretende fazê-lo.

Ele é o diretor de "A Vila", um thriller surpreendente. Pode-se dizer que é um filme em "camadas". Explico: aparentemente é um filme de horror comum que mostra um vilarejo no século XIX sendo aterrorizado por criaturas hediondas que vêm da floresta. Mas não é só isso, por trás desta narrativa vemos que se trata de uma belíssima história de amor. Um crítico falou no jornal que valia a pena assistir o filme duas vezes. Foi o que fiz. E percebi que havia mais coisas escondidas nas entrelinhas: uma parábola do medo que o ser humano nutre pelo novo, pelo desconhecido, por mudanças. Como nos apegamos a dogmas, por mais absurdos que sejam, para nos protegermos. As tais criaturas que geram pânico na vila são chamadas de "aqueles de quem não falamos". Todo mundo tem algum assunto tabu, algum tema que incomoda tanto que fica enterrado em algum lugar.

Contudo, há ainda mais a ser revelado, o filme lida também com o dilema da inocência versus realidade, a pureza original tão encantadora nas crianças que vai-se esvaindo à medida que crescem. Os fundadores da vila fogem de uma civilização que parece ter perdido o rumo, onde a violência é tão comum que ficou banal e o dinheiro tornou-se o único parâmetro para aferir o valor de todas as coisas que existem, inclusive pessoas. Até que ponto conseguimos manter-nos fiéis a nossos princípios e à virtude num mundo tão corrompido?

                                                           

Escrito por The kay às 22h28
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31/03/2005


Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 4

Christina Ricci: ainda hoje conserva os mesmos traços da sombria garotinha da Familia Adams. Tem uma beleza toda particular, talvez inadequada para os padrões estéticos quase nazistas de Hollywood. Pode ser que isso justifique os rumores de que se tornou bulímica - de fato ela emagreceu muito - torço para que sejam só boatos. Também toma cuidado na escolha de seus papéis, o que resultou numa carreira repleta de filmes interessantes: Buffalo 66 (produção independente, bem original), Medo e delírioGo to fullsize image (do genial Terry Gilliam, retrata o jornalista Hunter S. thompson, de quem falei noutro post), 200 cigarros, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (terror apenas mediano do Tim Burton), The Laramie Project (documentário, excelente), Miranda e Monster (este último foi um dos melhores filmes que vi no ano passado).

Escrito por The kay às 01h29
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Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 3

William H. Macy: esse já atuou em quase 80 produções, e uma ponta em A Era do Rádio (um Woody Allen bem simpático) foi um de seus primeiros trabalhos. Em geral é uma espécie de "loser" nos filmes, a personificação do fracasso na competitiva sociedade americana. Assim são seus papéis em Magnolia, Boogie Nights (não é coincidência esses filmes aparecerem de novo: o elenco deles é impecável) Fargo e na Go to fullsize imagerefilmagem de Psicose. Excelente ator, trabalhou também em As Coisas Mudam (elegante filme de mafiosos), Mera Coincidência (comédia política com Robert de Niro e Dustin Hoffman engraçadíssima e cada vez mais atual) e Seabiscuit, entre outros menos cotados.

Escrito por The kay às 00h17
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30/03/2005


Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 2

Marisa Tomei: até que ela é razoavelmente famosa, mas num patamar bem inferior se comparada com estrelas do naipe de Meg Ryan ou Jennifer Lopez, mesmo já tendo ganhado um oscar (atriz coadjuvante em Meu Primo Vinny, início dos anos 90). Mas ela não soube aproveitar o momento em que estava por cima, atuou em muitos filmes ruins e, apesar de não ter caído em completo ostracismo, parece condenada a integrar o segundo time das atrizes de Hollywood. Uma pena, já que além de muito bonita, deixa artistas como Sandra Bullock no chinelo. Alguns de seus filmes que valem a pena ser vistos: Chaplin, Grande Hotel, Tratamento de Choque e o recém-lançado Alfie. Atuou também em O que as mulheres gostam, mas na minha opinião esse filme é tão simplório que chega a ser desrespeitoso com o universo feminino.

Escrito por The kay às 01h57
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Muito talento e pouco reconhecimento - Parte 1

Os melhores atores e atrizes não são necessariamente os mais famosos e bem pagos. Inauguro aqui uma seção que visa fazer justiça a artistas verdadeiramente talentosos que não obtêm o reconhecimento merecido, muitas vezes por razões estéticas.

 

Philip Seymour Hoffman: começou com um papel pequeno no ótimo Perfume de Mulher. Sempre acima do peso, faz o gênero nerd atormentado. Um bom motivo para assistir seus filmes é que ele é muito criterioso na escolha de seus papéis, ao contrário de muitos de seus colegas que aceitam participar de produções ultra-comerciais e vazias só prá faturar uma verdinhas. Então, se você gosta de filmes tipo Magnólia, não hesite em assistir outros com ele, como: Boogie Nights, O Talentoso Ripley, Quase Famosos, Felicidade, A Última Noite, O Grande Lebowski, Embriagado de amor etc. Enfim ele vai ganhar um papel à altura de seu talento e vai interpretar o lendário escritor Truman Capote (autor de O Poderoso Chefão) no filme homônimo, a ser lançado ainda este ano.

Escrito por The kay às 01h24
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29/03/2005


Melhor dizendo, vá direto ao site do filme: http://hitchhikers.movies.go.com/. O imdb é tipo uma enciclopédia de cinema on-line, imprescindível na lista de favoritos se você gosta de um filminho.

Escrito por The kay às 00h59
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Espetáculo!!!

Hitchhikers Guide to the Galaxy Poster

Um  dos livros mais legais que já li, "O Guia do Mochileiro das Galáxias", vai virar filme. Grandes expectativas. O livro é tão genial, tão brilhante, que parte de mim não deseja assisti-lo para não desmistificar o imaginário que criei para ele e sua sequência: "O Restaurante no Fim do Universo". Os livros, assim como o autor, Douglas Adams, voltaram à moda, mas faço questão de dizer que já os conhecia há 5 anos ao menos. NÃO DEIXEM DE LER, sobretudo se têm senso de humor. No site http://imdb.com dá prá ver o trailer. 

Escrito por The kay às 00h29
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