World of The K


23/03/2005


 

Horror

Um dos meus gêneros prediletos e também um dos mais maltratados e subestimados da indústria do cinema. A cada 20 lançamentos um é bom de verdade e outro é uma dessas comédias involuntárias, tipo trash. Os outros 18 são terríveis.

- Os Outros: Sensacional. Prova que para assustar não é preciso haver banho de sangue. Não percam! Com Nicole Kidman.Go to fullsize image

- Re-Animator: estilo trash, quase comédia, indicado apenas para fãs do gênero. Adaptado do conto de H. P. Lovecraft, o melhor escritor de horror da história e o único comparável a Edgar Alan Poe.

- Evil Dead: outro trash movie, dirigido pelo cara que um dia ia fazer o Homem Aranha, (Sam Raimi) que aliás eu não gostei.

- A Volta dos Mortos-Vivos: Atenção: há vários filmes com título semelhante, a maioria verdadeiros desastres. Este é de George Romero e é em preto-e-branco. Não veja antes de dormir.

- À Beira da Loucura: dirigido por um especialista em horror - John Carpenter, de Halloween - é um filme que prende a atenção e tem argumento criativo.

- Gremlins: quase infantil, mas muito bem feito. Uma pequena obra-prima. Se você ainda não viu assista-o sem medo.

- Vampiros de Almas: clássico de Don Siegel (parceiro de Clint Eastwood), com efeitos especiais risíveis e trama superexplorada. Se preferir há uma versão anos 90 do Abel Ferrara chamada Invasores de Corpos. Mas o original é melhor, uma metáfora da paranóia anticomunista que assolou os E.U.A. no pós-guerra.

- O Bebê de Rosemary: do genial Roman Polanski, (O Pianista, Chinatown, Lua de Fel etc) terror psicológico, sutil, sem deixar de ser apavorante. Imperdível.

- A Profecia: também no subgênero "filhos do capeta", recomendo apenas a parte 1, as sequências vão piorando à medida que aparecem.Go to fullsize image

-Nosferatu: há duas versões, sendo a primeira um clássico e a segunda mais palatável para audiências mais jovens e modernas.Go to fullsize image

Se você gosta de trash, tipo Zé do Caixão, veja também O Abominável Dr. Phibes e a biografia do pior cineasta de todos os tempos: Ed Wood, do Tim Burton (Batman, Marte Ataca, O Planeta dos Macacos etc) e com Johnny Depp. No canal de TV paga Retrô há uma boa oferta desses filmes, inclusive os originais de Ed Wood, como o engraçadíssimo A Noiva do Átomo.

Escrito por The kay às 17h03
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A Síndrome da Mulher- Esqueleto

Dei uma passeada por uns blogs de garotas pró-ana, ou pró-mia. Não se tratam de correntes de solidariedade para ajudar uma Ana que precisa de um transplante ou coisa parecida. Estes dois termos denominam entusiastas e divulgadoras da anorexia e bulimia. Garotas jovens, bonitas, abastadas, que começam a achar que são gordas – e a maioria não é – e simplesmente param de comer, ou quando comem vomitam tudo logo depois. Querem ficar esqueléticas, não há limites para sua obsessão. Cada kilo perdido é uma vitória, mesmo se estiverem com 30 kilos. Demência total. Há garotas que parecem ter saído de um campo de refugiados na África e ainda se acham gordas. O que eu não entendo é que o meu padrão de beleza feminina, assim como o da maioria de meus amigos é o da mulher magra, mas sem exageros. Gostamos de coxas grossas, bumbum saliente, seios médios ou grandes. Por exemplo: não acho a Kate Moss atraente. Mas se examinarmos os depoimentos das meninas com mais acuidade, veremos que a coisa vai além de uma simples “miopia estética”.

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O que começa como um simples desejo de emagrecer para ser aceita nos grupos e arrumar namorados evolui para um tipo de obsessão, depois vira vício, resultando em doença. Anorexia e bulimia são vistas como um estilo de vida de garotas determinadas, populares, invejadas. Remédios como Dualid circulam livremente entre elas e são tidos como verdadeiras poções milagrosas. Trocam-se métodos sobre como enganar os pais ou como vomitar com mais eficiência. A inversão de valores é estarrecedora. E tenho que admitir que me identifico com elas em alguns pontos. São como dependentes químicas, como eu, que entram num mundo de fantasia onde o que está te matando aos poucos para você é sua tábua de salvação.

Em tese toda pessoa é livre, certo? Coisa nenhuma, somos escravos de inúmeras convenções e paradigmas e um dos mais cruéis e desumanos é essa “Ditadura da Beleza”, ou melhor, da magreza. Dane-se a essência, o que importa é a aparência. Para essas meninas, gordo não é gente. E não se dão conta dos absurdos que advogam.

 

Tento entendê-las. A mídia, sobretudo, e a sociedade, de modo geral, no fundo cobram isso delas. Já fui adolescente e gordo. Sei o que é ser discriminado, excluído. Você passa por humilhações que podem te marcar pelo resto de sua vida. A pressão é insuportável. À medida que você vai amadurecendo, percebe que muitas vezes a sex-symbol do seu colégio é fútil e vazia, (aliás isso já é um estereótipo) enquanto aquela garota de óculos que anda esgueirando-se pelos corredores para passar desapercebida e usa roupas escuras e largas, é uma pesoa interessantíssima, tem personalidade, talvez tenha outras visões de mundo. (isso tá parecendo filme de Johh Hughes, que fez uns teenage films bacanas nos anos 80: Clube dos 5, Gatinhas e Gatões entre outros)*. Mas estes clichês se repetem na realidade, afinal são baseados nela. Tem gente que fala, principalmente os mais velhos, que a adolescência é a melhor época da vida. Para muita gente é um período de solidão, tristeza e incompreensão.

Escrito por The kay às 15h49
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